Criança
costuma chamar de MADRE... que, no bom espanhol, quer lembrar MÃE.
No
meu caso isso é verdadeiro, na ausência da minha, eu tive várias:
A madre Dolores Brasil
era a mais querida entre todas, sorriso sincero e um jeito franco de viver,
brincava e ensinava, beijava e pegava no colo, brincava e se impunha. Naquele
tempo de ditadura, que os adultos tinham um olhar de medo, ela era forte, como
se o seu sobrenome fosse sua força.
Só vi a madre Brasil chorar uma vez, foi naquela final do campeonato brasileiro de 1976, mesmo vendo em câmera lenta, a confirmação do gol do Inter gritava que o Corinthians havia sido roubado... Uma semanas antes, ela havia levado os meninos pra esperar os heróis, que voltavam do Maracanã, passar no carro de bombeiros na Avenida Nazaré.
A madre Lodir era vietnamita, além de falar muito pouco do português era arredia e dava impressão de uma profunda melancolia. As pessoas diziam que isso se devia aos traumas da guerra e, (aqui tinha uma grande contradição), se para muitos, a inabilidade social lhe trazia o silêncio, em silêncio, ela passava o dia cuidando do jardim e da enorme cachorra que ficava na garagem e atendia pelo nome de Kirikiki. Da raça pastor alemão, a cadela só atendia a ela.
Tinha uma gruta no jardim, quem saísse do saguão da portaria podia visualiza-la, logo que entrava na passarela que levava ao outro prédio, lá pras 18:00 horas (religiosamente) a madre Lodir ia acender a luz que iluminava a santa, a gruta passava a noite num tom azul.
Só vi a madre Brasil chorar uma vez, foi naquela final do campeonato brasileiro de 1976, mesmo vendo em câmera lenta, a confirmação do gol do Inter gritava que o Corinthians havia sido roubado... Uma semanas antes, ela havia levado os meninos pra esperar os heróis, que voltavam do Maracanã, passar no carro de bombeiros na Avenida Nazaré.
A madre Lodir era vietnamita, além de falar muito pouco do português era arredia e dava impressão de uma profunda melancolia. As pessoas diziam que isso se devia aos traumas da guerra e, (aqui tinha uma grande contradição), se para muitos, a inabilidade social lhe trazia o silêncio, em silêncio, ela passava o dia cuidando do jardim e da enorme cachorra que ficava na garagem e atendia pelo nome de Kirikiki. Da raça pastor alemão, a cadela só atendia a ela.
Tinha uma gruta no jardim, quem saísse do saguão da portaria podia visualiza-la, logo que entrava na passarela que levava ao outro prédio, lá pras 18:00 horas (religiosamente) a madre Lodir ia acender a luz que iluminava a santa, a gruta passava a noite num tom azul.

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